domingo, 2 de julho de 2017

Cesina Borges Adães Bermudes

Médica e investigadora portuguesa, feminista, nascida em Lisboa, filha do escritor teatral e ensaísta Félix Bermudes. Frequentou o Liceu Camões, sendo no final, a única rapariga numa turma de quinze rapazes. Licenciou-se em Medicina, em 1933. Fez o Internato Geral em 1933/34 e o internato de cirurgia em 1937/38. Contou em entrevistas que decidira ser médica aos onze anos quando um tio materno, de nome Lacerda e Melo lhe falou do que era ser médico de aldeia e fazer visitas a gente pobre e sem cobrar nada. A figura desse tio seria o "João Semana" imortalizada pelo escritor Júlio Dinis, no livro, depois filme e série televisiva "As Pupilas do Sr. Reitor". Cesina Bermudes depois de ser assistente na cadeira de Anatomia e Clínica Geral especializou-se em Obstetrícia. Começou a ter consciência política nos anos quarenta, simpatizando com o único partido que se opunha a Salazar e esteve na campanha de apoio a Norton de Matos ao lado de Maria Lamas e Isabel Aboim Inglês. Prestou provas de doutoramento em 1947, tendo obtido a nota de dezanove valores. O regime vigente não lhe permitiu fazer uma carreira de docente em medicina. Foi professora de Puericultura nas escolas industriais. Em 1954 partiu para Paris para estudar o que de mais avançado havia quanto aos partos. Foi Cesina Bermudes quem introduziu em Portugal o método do "parto sem dor", que era uma novidade nos recuados anos cinquenta do séc. XX. Figura muito respeitada no meio médico, deixou vários textos espalhados por revistas médicas sobre a sua especialidade, de que se destacam "Bases Científicas do Parto sem Dor", 1955 e "Notas Soltas sobre o Parto sem Dor", 1957. Quando faleceu, em 2001 comunicação social deu bastante relevo a esta mulher notável.

Biografia retirada de O Leme

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Sigmund Freud



Sigmund Freud nasceu a seis de Maio de 1856 em Pribor, cidade que hoje pertence à República Checa. O seu pai, Jacob Freud, um comerciante de lã com um grande sentido de humor, tinha dois filhos mais velhos do seu anterior casamento, Emanuel e Philipp, que viviam com o casal. Amalia Freud, vinte anos mais nova que o marido, deu à luz, aos 21 anos, o seu primeiro filho, Sigmund.
Após o nascimento de Sigmund, a mãe teve mais seis filhos; Pauline, a filha mais nova, nasceu em 1865.

Após uma breve passagem por Leipzig, a família mudou-se definitivamente para Viena, em 1860. Enquanto os meio-irmãos foram viver para Manchester, Freud frequentou o curso de Medicina na Universidade de Viena, entre 1873 e 1881. Durante este período realizou trabalho cientifico na área de Fisiologia, com um dos grandes cientistas alemães da época, Ernst Brüecke, director do Laboratório de Fisiologia da Universidade de Viena. Neste laboratório Freud desenvolveu um novo método de coloração de tecidos nervosos para observação ao microscópio. Com esta descoberta Freud esperava conseguir reconhecimento cientifico, mas este só iria chegar anos mais tarde. O ano de 1882, foi bastante agitado para Freud, ficou noivo de Martha Bernays e começou a trabalhar na Clínica Psiquiátrica Theodor Meynert, onde conheceu Josef Breuer. Três anos mais tarde tornou-se professor da Universidade de Viena, onde leccionou um curso de Neuropatologia e desenvolveu um trabalho sobre os efeitos da cocaína como anestésico.

Em 1886, ainda antes do seu casamento com Martha Bernays, Freud viajou para Paris, onde ficou bastante impressionado com o trabalho do neurologista francês Jean Charcot que utilizava hipnotismo para tratar doentes histéricos e outras condições mentais anormais. Quando voltou para Viena, abriu um consultório privado para o tratamento de doenças psicológicas, que lhe proporcionou material para o desenvolvimento das suas teorias e as suas técnicas pioneiras. Utilizou a hipnose para o tratamento de alguns casos; no entanto, os seus efeitos benéficos não duraram muito. Foi então que Breuer falou a Freud sobre um novo método que estava a utilizar com um paciente histérico, que consistia em deixar o paciente falar sobre os primeiros sintomas de histeria e gradualmente os sintomas desapareciam. Ao trabalhar com Breuer, Freud formulou e desenvolveu a ideia de que muitas das neuroses (fobias, paralisia histérica, algumas formas de paranóia, etc.) têm origem em experiências traumáticas passadas, que não foram esquecidas, mas ficaram escondidas do consciente. O tratamento consistia em o doente lembrar-se das experiências e confrontar-se com elas intelectual e emocionalmente, por forma a apagar as causas psicológicas dos sintomas neuróticos. Esta técnica e a teoria que a suporta foram publicadas no livro "Estudos em histeria", em 1895, por Freud e Breuer. Neste ano nasceu a sexta e mais nova filha de Freud, Anna.

Após a publicação deste livro, Breuer e Freud começaram a discordar em certos aspectos; Breuer não concordava com a importância que Freud dava às origens sexuais das neuroses. Após a separação, Freud continuou a praticar psicanálise e a desenvolver a sua teoria. Utilizou o termo "psicanálise" pela primeira vez em 1896, num artigo publicado em francês sobre a etiologia das neuroses. Um ano mais tarde, inicia a análise a si próprio que culmina com a publicação de "A Interpretação dos Sonhos" em 1900 – este é considerado o seu melhor trabalho. Neste livro falava da relação com o seu irmão mais novo, já falecido, da crise emocional devida à morte do pai e na importância dos irmãos mais velhos no relacionamento com as pessoas que o rodeavam. Esta análise revelou-lhe que o amor e a admiração que sentia pelo pai, estavam misturados com sentimentos de vergonha e ódio. Por isso quando criança desejou que o seu meio-irmão Philipp (da mesma idade que a mãe) fosse seu pai e que o pai morre-se, pois era um rival nas atenções da mãe. Este sentimento foi a base para a sua teoria do complexo de Édipo. Freud publicou em 1901, "A psicopatologia da vida quotidiana" e em 1905, "Três ensaios sobre a teoria da sexualidade". Inicialmente as teorias de Freud foram mal recebidas pela sociedade, provocando um enorme escândalo, devido à importância que dava à sexualidade. Durante estes anos manteve reuniões em suas casas com alguns dos grandes pensadores da sua época.

Só em 1908, durante o primeiro congresso Internacional de Psicanálise em Salzburg é que as teorias de Freud foram reconhecidas. Um ano mais tarde foi convidado a proferir uma série de palestras, nos E.U.A., que foram base para o seu livro publicado em 1916, "Cinco palestras sobre psicanálise". A partir de então, a reputação de Freud foi aumentando e escreveu obras até à sua morte, num total de mais de 20 obras teóricas e estudos clínicos. No seu trabalho "O Ego e o ID", Freud revelou a sua teoria sobre o Id, Ego e Super-ego.


Nos primeiros anos após a formação da sociedade de Psicanálise de Viena, as teorias de Freud foram apoiadas por Adler e Jung. Mas em 1911, Adler decide deixar a sociedade por não concordar com as teorias de Freud — mais tarde Jung deixa também a sociedade. Estas duas sisões foram as primeiras de muitas que aconteceram neste movimento, mas Freud sabia que tais discordâncias nos princípios básicos eram os primeiros passos para o nascimento de uma nova ciência.

A Primeira Guerra Mundial começa em 1914 e Freud atravessa um período bastante negativo. O número de pacientes diminuiu de tal forma, que Freud quase não tinha dinheiro para sustentar a sua família. Depois da Guerra foi-lhe diagnosticado um cancro, e mais tarde, após um ataque cardíaco, foi obrigado a deixar de fumar. Neste período, Freud recebeu vários prémios e muitos dos seus livros foram reeditados.
As obras de Freud e dos seus colegas psicanalistas foram publicamente queimadas em 1933, na Alemanha. Muitos dos colegas de Freud emigraram nos anos seguintes, mas Freud recusou-se a sair do país. Depois da anexação da Áustria pela Alemanha, em 1938, a família de Freud foi objecto de perseguições nazis. A sua casa e a sociedade de psicanálise de Viena foram revistadas e Anna Freud foi presa durante um dia pela Gestapo. Freud refugia-se então em Londres instalando-se inicialmente numa casa alugada em Elsworthy Road. No início do ano de 1938, Freud conheceu Salvador Dali e, durante o encontro, este desenhou, às escondidas, umcroquis e mais tarde um desenho a bico de pena de Freud. Estes desenhos não lhe foram mostrados pois prenunciavam a sua morte iminente. A 27 de Setembro de 1938, Freud mudou-se para Maresfield Gardens em Hampstead, onde se encontra uma casa-museu desde 1982. Permaneceu nesta casa até à sua morte, em 23 de Setembro de 1939 com 83 anos. A sua filha, Anna continuou a viver na casa e esta só se tornou museu após a sua morte. No último ano de vida continuou o seu trabalho, recebendo pacientes para as suas sessões, e concluiu duas das suas obras. Mas em Agosto de 1939 a doença obrigou-o a deixar definitivamente de praticar psicanálise.


Durante a sua vida, Freud defendeu várias teorias, que foram bastante "avançadas" para a sua época e por isso mal aceites na sociedade.
As pessoas não acreditavam nos meus factos e pensavam que as minhas teorias eram duvidosas. No fim, eu vou ganhar, mas a luta ainda não acabou. Sigmund Freud

Anna O. era uma rapariga de 20 anos, que passou a maior parte da sua vida a cuidar do pai doente. Desenvolveu vários sintomas, como tosse, perda de sensibilidade nas mãos e pés, paralisia parcial e espasmos involuntários que não tinham nenhuma causa física. A certa altura, começou a ter dificuldades de fala, ficou muda e, mais tarde, só falava em Inglês em vez do alemão, a sua língua materna. Quando o seu pai morreu, recusou comer durante algum tempo e desenvolveu alguns problemas pouco usuais. Tentou suicidar-se várias vezes, tinha mudanças de humor drásticas e fantasias. Breuer diagnosticou-lhe histeria, que significava que tinha sintomas aparentemente físicos, mas que não o eram. Durante as noites, Anna caía em estados que Breuer chamava "hipnose espontânea", que poderiam explicar as fantasias e outras experiências que tinha durante o dia. Anna definia estes episódios de "limpar chaminés", onde relembrava acontecimentos emocionais que eram explicação de alguns sintomas. Resumindo, os sintomas desapareciam quando ela se lembrava do episódio que o provocava e tinha a emoção apropriada ao episódio. Mas um novo problema apareceu, Breuer reconheceu que ela se tinha apaixonado por ele e ele estava a apaixonar-se por ela. Não fosse este já um grande problema, Anna dizia a todos que estava gravida de Breuer. Como este era casado, deixou, abruptamente as sessões com Anna e perdeu todo o interesse pelo estudo de casos de histeria.
Após estes incidentes, Anna passou algum tempo num sanatório. Mais tarde, tornou-se numa figura activa e respeitada, foi a primeira assistente social na Alemanha com o seu verdadeiro nome, Bertha Pappenheim. Ela vai ser lembrada não só pelo seu trabalho, mas também por ser a inspiração de uma das mais influentes teorias da personalidade.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Investigadores criam nanovacina contra diferentes cancros


Investigadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nanovacina (vacina administrada através de partículas microscópicas) contra diferentes cancros, como o da pele, do cólon e do recto, numa experiência com ratos, revela um estudo publicado esta segunda-feira.

As nanovacinas consistem em proteínas do tumor que podem ser reconhecidas pelo sistema imunitário e que estão no interior de uma nanopartícula de polímero sintético. As minúsculas partículas são direccionadas para o alvo, estimulando o sistema imunitário a desencadear uma resposta contra agentes agressores como tumores. A ideia é ajudar o organismo a combater o cancro com a suas próprias defesas.

No estudo, publicado na edição digital da revista Nature Nanotechnology, e divulgado num comunicado da universidade norte-americana, os cientistas examinaram uma variedade de tumores associados aos cancros da pele, do cólon, do recto, do útero, da cabeça e do pescoço.

Na maioria dos casos, a nanovacina abrandou o crescimento do tumor e prolongou a vida dos animais. A nanovacina experimental activou a proteína adaptadora STING, permitindo a estimulação da defesa imunitária do organismo dos roedores contra o cancro.

Outras tecnologias de produção de vacinas têm sido usadas na imunoterapia contra cancros, mas têm custos de produção mais elevados e são mais complexas, por implicarem bactérias vivas ou múltiplos estimulantes biológicos, assinala a Universidade do Texas.

A equipa de cientistas está a trabalhar com médicos para administrar a nanovacina a doentes oncológicos. Segundo os investigadores, a combinação de nanovacinas com radioterapia ou outras imunoterapias pode aumentar, no futuro, a eficácia dos tratamentos contra o cancro.

Informação retirada daqui

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Eis o omento, o órgão mais peculiar do corpo humano


Omento: este é o nome de um órgão que tem funções imunitárias, mas quase nem falamos dele. E não é porque seja propriamente invisível. O omento é uma cobertura adiposa que está na zona do abdómen, mesmo à frente dos órgãos viscerais. Já se sabe da sua importância desde o início do século XX, mas agora dois cientistas da Universidade do Alabama, em Birmingham (nos Estados Unidos), publicaram um artigo na revista Trends in Immunology em que voltam a realçar as funções imunitárias determinantes deste órgão tão particular.

Para encontrarmos registos do omento é preciso recuar até ao Antigo Egipto, de acordo com o artigo científico “O omento” publicado em 2000 na revista World Journal of Gastroenterology. Quando embalsamavam os corpos humanos, os egípcios antigos examinavam o omento para perceber através das suas variações os “presságios”. Também o famoso médico da Roma Antiga, Cláudio Galeno, concluiu que esta cobertura adiposa tinha importância depois de um gladiador a quem tirou o omento ter tido muito frio o resto da vida. Então, Galeno ficou a pensar que o omento aquecia os intestinos.

Há muito que se constatou a sua importância e o próprio omento é conhecido como “polícia do abdómen” desde o início do século XIX. Este cognome foi-lhe atribuído pelo cirurgião britânico Rutherford Morison. “Viaja à volta do abdómen com uma actividade considerável”, escreveu o cirurgião britânico em Uma Introdução à Cirurgia, de 1910.

Rutherford Morison considerava ainda que o omento atenuava a inflamação do peritónio (membrana que cobre as paredes do abdómen e dos órgãos do sistema digestivo) e ajudava a cicatrizar as feridas cirúrgicas. “De facto, o omento foi observado a mexer-se sobre a cavidade peritoneal e oclui sítios inflamados, como ovários em ruptura, apêndice inflamado, úlceras nos intestinos e feridas provocadas por traumatismos ou cirurgias”, lê-se no artigo da Trends in Immunology sobre o trabalho de Morison. 

Ora, ao longo do tempo foi-se conhecendo melhor este revestimento de gordura e hoje é considerado um tecido visceral adiposo, que deriva de células mesoteliais (que revestem as cavidades), e está ligado ao baço, estômago, pâncreas e cólon. No corpo humano, pode variar de forma e é “consideravelmente largo”, como refere o artigo, podendo ir dos 300 aos 1500 centímetros quadrados. É um autêntico avental. Mas nos ratinhos, por exemplo, é apenas uma pequena tira. “A função primária do omento é a acumulação de gordura e o metabolismo. A função secundária é a regulação da imunidade na cavidade peritoneal”, explica-nos Troy D. Randall, um dos dois autores do estudo.

“Percebemos que a actividade imunitária do omento é altamente especializada”, realça o artigo. Contudo, pode também promover o rápido crescimento de metástases dos cancros. Mas, antes de se perceber como isto é possível, ainda temos de conhecer uma parte determinante do omento: é salpicado por manchas esbranquiçadas.

Estas manchas foram descritas pela primeira vez em 1874 em coelhos, pelo médico francês Louis-Antoine Ranvier. Agora sabe-se que estas manchas se desenvolvem no período fetal e que são leucócitos (células imunitárias) incorporados no tecido adiposo. Estas células têm aí a funções de recolha e resposta a moléculas estranhas ao organismo (os antigénios).

“O fluido à volta dos órgãos abdominais não permanece apenas lá, circula através das manchas esbranquiçadas”, descreve Troy Randall, num comunicado do grupo Cell Press, que edita a revista Trends in Immunology. “As manchas esbranquiçadas recolhem células, antigénios, e bactérias, antes de uma decisão sobre o que vai acontecer imunologicamente.” Afinal, é a análise destas manchas brancas que origina uma resposta imunitária do omento através da libertação de moléculas inflamatórias, tolerando a presença de antigénios ou iniciando um processo de fibrose.

O omento também tem sido motivo de interesse nas cirurgias de bypass gástrico. “Uma vez que o omento é um sítio de grande acumulação de gordura no abdómen, alguns médicos pensam que a sua remoção vai alterar o metabolismo ligado à obesidade”, conta Troy Randall. “No entanto, parece que as funções metabólicas não são muito afectadas pela remoção do omento.” Mas, por outro lado, como também não parece existir grande inflamação devido a esse procedimento, Troy Randall não vê grande problema na remoção do omento: “O procedimento até pode ser bom para doentes obesos, mas não resolve tudo.”

Mas o omento também toma “más decisões”, como refere o comunicado. “Pode decidir fornecer tolerância em vez de imunidade.” A circulação de fluidos leva as células cancerosas até às manchas esbranquiçadas, que ficam aí encurraladas. O omento é assim muito vulnerável a cancros gastrointestinais e dos ovários. “Os estudos publicados mostram que o omento é um bom sítio para os tumores crescerem porque as células cancerosas obtêm energia das células adiposas”, explica-nos por sua vez Troy Randall. “O nosso estudo também sugere que o omento impede uma forte resposta imunitária contra o tumor, o que é bom para o tumor crescer e mau para o doente.”

Os cientistas esperam conseguir atingir com terapias os sítios onde as células cancerosas ficam aprisionadas, para controlar os tumores abdominais. “Se percebermos isto, então podemos avançar nos tratamentos do cancro porque, na maioria dos casos, o cancro dos ovários só se detecta quando já há metástases”, diz Troy Randall.

O conhecimento mais aprofundado deste órgão tão peculiar do corpo humano pode ajudar-nos a combater doenças como a obesidade e os cancros. 

Informação retirada daqui

sábado, 17 de junho de 2017

Descoberto novo antibiótico para bactérias multirresistentes


Uma equipa internacional de investigadores descobriu um novo antibiótico eficaz contra bactérias multirresistentes, capaz de matar um amplo espectro de bactérias.

Os cientistas, coordenados por Richard H. Ebright, da Universidade de Rutgers em New Brunswick (nos Estados Unidos), aliados a uma empresa de biotecnologia, indicaram que o poderoso antibiótico, pseudouridimicina, produzido por um microorganismo encontrado em amostras de solo apanhadas em Itália, curou infecções bacterianas em ratinhos.

A informação foi divulgada esta quinta-feira na revista Cell, num artigo científico em que os investigadores explicam que o novo antibiótico inibe a enzima responsável pela síntese do ARN bacteriano (ácido ribonucleico da bactéria com funções reguladoras e catalíticas) de uma forma diferente do que fazem os actuais medicamentos.

Os especialistas dizem que o novo antibiótico tem essa função inibidora na bactéria mas não nas polimerases (enzimas) humanas e explicam, em termos técnicos, por que razão tem uma baixa taxa de resistência. Consideram ainda que a descoberta põe em destaque a importância de produtos naturais na criação de novos antibióticos, segundo um comunicado da Universidade de Rutgers. Porque, dizem, os microorganismos tiveram muitos milhões de anos para desenvolver “armas químicas” para matar outros microorganismos. 

Informação retirada daqui

terça-feira, 25 de abril de 2017

Abílio César Borges

Barão de Macaúbas
(Pedagogo e médico brasileiro)
1824 - 1891

Pedagogo e médico brasileiro nascido no município baiano de Rio de Contas, antigo Minas do Rio de Contas, um dos precursores do livro didático brasileiro. Formou-se em medicina no Rio de Janeiro, RJ, onde se doutorou (1847). De volta à Bahia, como diretor da instrução pública estadual, trocaria a carreira médica pela atividade de educador e fundou em Salvador o Ateneu Barrense e o Ginásio Baiano (1858), em Salvador, responsável pela formação de grandes personalidades como Castro Alves (1847-1871) e Rui Barbosa (1849-1923). Novamente mudando-se para o Rio de Janeiro, RJ (1871), onde ficou até sua morte, fundou o Colégio Abílio, retratado pelo escritor Raul Pompéia (1863-1895) em O Ateneu (1888), e dez anos depois outro, com o mesmo nome, na cidade mineira de Barbacena. Por suas contribuições na área educacional, recebeu o título de barão de Macaúbas (1881) por decreto imperial, concedido por D. Pedro II (1825-1891). Revolucionou o ensino brasileiro, tornando-se uma das suas mais expressivas personalidades. Também ganhou fama por sua luta pela abolição dos castigos físicos nas suas escolas e fazendo-as modelo para instituições similares no restante do país. Expôs suas idéias pedagógicas no volume Lei nova do ensino infantil (1884). Foi professor de Luís Edmundo, Castro Alves, Raul Pompéia e Rui Barbosa, entre outros.

Notícia retirada daqui

domingo, 23 de abril de 2017

Ana Néri

Ana Néri (1814-1880) foi a pioneira da enfermagem no Brasil. Prestou serviços voluntários, nos hospitais militares de Assunção, Corriente e Humaitá, durante a Guerra do Paraguai.

Ana Néri (1814-1880) nasceu em Vila da Cachoeira do Paraguaçu, Bahia, no dia 13 de dezembro de 1814. Casou-se aos 23 anos com Isidoro Antônio Néri, capitão-de-fragata da Marinha, que estava sempre no mar. Ana acostumou-se a ter a casa sob sua responsabilidade. Ficou viúva com 29 anos. Em 1843, seu marido morre a bordo do veleiro Três de Maio, no Maranhão. Criou sozinha os três filhos, Justiniano, Isidoro e Pedro Antônio. Os dois primeiros tornaram-se médicos e o Pedro Antônio, militar.

Em 1865, o Brasil integrou a Tríplice Aliança, que lutou na Guerra do Paraguai. Os filhos de Ana Néri foram convocados para lutar no campo de batalha. Sensibilizada com a dor da separação, no dia 8 de agosto, escreveu ao presidente da província oferecendo-se para cuidar dos feridos de guerra, enquanto o conflito durasse. Seu pedido foi aceito.

Partiu de Salvador, em direção ao Rio Grande do Sul, onde aprendeu noções de enfermagem com as irmãs de caridade de São Vicente de Paulo. Com 51 anos, foi incorporada ao Décimo Batalhão de Voluntários e durante toda a guerra prestou serviços nos hospitais militares de Assunção, Corrientes e Humaitá. Tornou-se a primeira mulher enfermeira do país.

Apesar da falta de condições, pouca higiene, falta de materiais e excesso de doentes, Ana Néri chamou a atenção, por sua dedicação ao trabalho como enfermeira, por todos os hospitais onde passou.

Ana montou uma enfermaria-modelo em Assunção, capital paraguaia, sitiada pelo exército brasileiro. No final da guerra, em 1870, Ana voltou ao Brasil com três órfãos de guerra. Foi homenageada com a Medalha Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de Primeira Classe. D. Pedro II, por decreto, lhe concedeu uma pensão vitalícia.

Ana Justina Ferreira Neri, faleceu no Rio de Janeiro em 20 de maio de 1880.

Carlos Chagas batizou com o nome de Ana Néri a primeira escola oficial brasileira de enfermagem, em 1926. O dia do enfermeiro é comemorado no dia 20 de maio.

Notícia retirada daqui

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Gertrude Belle Ellion

Médica e cientista norte-americana, recebeu o Prémio Nobel da Medicina e Fisiologia em 1988, pelos seus trabalhos em campos tão vastos como no combate à malária, herpes, leucemia e SIDA. Os pais de Gertrude Belle morreram ambos com cancros e essa terá sido a sua determinação para o afincado estudo de doenças malignas e tão mortíferas. Foi pioneira nessas investigações que levou a cabo com George Hitchings.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Anna Freud


Psicanalista austríaca, filha de Sigmund Freud chamado "o pai da psicanálise", dedicou-se também ao estudo do comportamento humano e fez parte das pioneiras em psicologia infantil. De 1925 a 1938, Anna foi presidente do Instituto de Formação Psicanalítica de Viena e, entre 1940 e 1945, organizou, em Londres, a Residential War, uma residência para crianças órfãs de guerra (2ª Guerra de 1939-1945). Deixou vários estudos sobre patologias e psicologia infantil. Radicada em Londres, dirigiu a Clínica Hampstead para tratamentos e investigação, também ligados a doenças infantis.

Biografia retirada daqui

sábado, 15 de abril de 2017

Rita Levi-Montalcini


Médica e investigadora italiana. Não são muitas as mulheres que já receberam o Prémio Nobel da Medicina, mas, para lá desse prestigiado prémio, toda a vida de Rita Levi-Montalcini é recheada de interesse. Nasceu em Turim, numa família judia, em 1909 e teve uma irmã gémea. Rita e os outros três irmãos tiveram uma infância feliz. Rita cresceu, estudou e foi para um colégio, com a irmã. Paula enveredou pela carreira artística, a irmã mais velha Nina, casou e foi dona de casa a tempo inteiro e Rita refugiou-se na leitura. Leu Virginia Woolf e Selma Lagerlöf. Frequentou a Universidade de Turim seis anos. Mais tarde recordaria a sensação estranha que teve a primeira vez que entrou num Instituto de Anatomia. Havia mais cinco alunas no seu curso. Rita tinha de estudar os cadáveres e perscrutar os tecidos através do microscópio. Levou o seu curso de Medicina muito a sério e depois optou pela investigação. Pesquisou as células e suas mutações, bem como os nervos sensoriais. De 1945 a1947 foi assistente do Prof. Levi, em 1947 partiu para Washington para a Universidade de Saint Louis, onde passou grande parte da sua vida de investigadora. Continuando os estudos sobre o sistema nervoso chegou à descoberta de uma proteína que regula o crescimento dos tecidos, a que foi dado o nome de Nerve Grrowth Factor (NGF). Em 1986 recebeu o Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina, partilhado com Cohen. É uma nonagenária particularmente bonita e manteve uma vida familiar paralela à investigação. Deixou várias obras da especialidade, a última na área da neurologia. Em 1999 ainda estava no activo e Roma organizou um simpósio científico na passagem dos 90 anos. Tem dupla nacionalidade. Italiana e norte-americana. O contributo de Rita Levi-Montalcini no campo da neuro-ciência é assinalável. É presidente honorária da Associação Italiana de Esclerose Múltipla.

Biografia retirada daqui

quinta-feira, 13 de abril de 2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

domingo, 9 de abril de 2017

Florence Nightingale


Inglesa, criadora da enfermagem moderna, nasceu em Florença, daí o seu nome. Filha de pais ingleses abastados que lhe deram uma educação nas artes e letras, mas que não admitiam que uma filha pudesse tratar feridos e pobres num hospital, dado que a enfermagem ainda não era uma profissão digna. Florence insistiu e foi estudar noções de enfermagem num instituto, na Alemanha. Esteve como supervisora, em 1853, num hospital feminino de Londres, nas vésperas da Guerra da Crimeia, que envolveu a Grã-Bretanha e a Turquia. Conhecedora pelas notícias dos jornais das condições em que estavam os militares nos hospitais de campanha meteu-se num barco e partiu para a Turquia com mais uma trinta e oito mulheres com preparação de enfermagem. No hospital militar, apenas com mais lavagem das feridas e das mãos a percentagem de mortes foi reduzida drasticamente. Depois das dificuldades de verem mulheres em campos de batalha foi muito apoiada e criou a Escola de Enfermagem Nightingale em Londres, em 1856. Devido ao exemplo e generosidade de Florence, o suíço Jean Henry Dunant viria a criar a Cruz Vermelha Internacional, em 1864, baseada no trabalho voluntário de apoio a feridos de guerra, que depois se generalizou a todos os necessitados. A escola de Florence foi modelo para muitas outras em todo o mundo. Escreveu "Notas sobre hospitais". Com Florence a enfermagem passou a profissão respeitável e as análises clínicas com dados estatísticos foram incentivados por ela, que tinha vastos conhecimentos de Matemática. Tendo vivido na época vitoriana foi uma mulher para lá do seu tempo. O seu nome parecia estar predestinado, pois quer dizer "rouxinol."

Informação retirada daqui

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Biografia de Sigmund Freud


Freud nasceu em Freiberg, Tchecoslováquia, no ano de1856. Este grande nome da psicanálise foi o responsável pela revolução no estudo da mente humana.

Formado em medicina e especializado em tratamentos para doentes mentais, ele criou uma nova teoria. Esta estabelecia que as pessoas que ficavam com a mente doente eram aquelas que não colocavam seus sentimentos para fora. Segundo Freud, este tipo de pessoa tinha a capacidade de fechar de tal maneira esses sentimentos dentro de sua mente, que, após algum tempo, esqueciam-se da existência.

A partir de sua teoria, este grande psicanalista resolveu tratar esses casos através da interpretação dos sonhos das pessoas e também através do método da associação livre, neste último ele fazia com que seus pacientes falassem qualquer coisa que lhes viessem à cabeça.

Com este método ele era capaz de desvendar os sentimentos “reprimidos", ou seja, aqueles sentimentos que seus pacientes guardavam somente para si, após desvendá-los ele os estimulava a colocarem esses sentimentos para fora. Desta forma ele conseguiu curar muitas doenças mentais. 

Freud escreveu um grande número de livros importantes, alguns deles foram: Psicologia da Vida Cotidiana, Totem e Tabu, A interpretação dos sonhos, O Ego e o Id e muitos outros. Neles, o “pai da psicanálise” (assim conhecido por ter inventado o termo “psicanálise” para seu método de tratar das doenças mentais) responsabilizava a repressão da sociedade daquela época, que não permitia a satisfação de alguns sentimentos, considerando-os errados do ponto de vista social e religioso. 

Segundo ele, o sexo era um dos sentimentos reprimidos mais importantes. Naquela época essa afirmação gerou um grande escândalo na sociedade, entretanto, não demorou muito para que outros psicólogos aderissem à ideia de Freud. Alguns deles foram: Carl Jung, Reich, Rank e outros.

Biografia retirada daqui

segunda-feira, 27 de março de 2017

segunda-feira, 20 de março de 2017

sexta-feira, 17 de março de 2017

A precisar reduzir os níveis de stress? Coma mais fruta e vegetais


Se o seu dia-a-dia é muito stressante, saiba que deve comer mais fruta e vegetais para tentar reduzir os níveis de stress. Esta é a sugestão de um estudo australiano que concluiu que consumir cinco a sete porções de fruta e vegetais ao longo do dia baixa os níveis de stress psicológico, especialmente nas mulheres.

O estudo, publicado na revista British Medical Journal Open, indica que as pessoas que consomem cinco a sete porções de fruta e vegetais diariamente têm 14% menos risco de stress do que as que consomem zero a quatro porções. Sendo que no caso das mulheres, comer cinco a sete porções de fruta e vegetais diminuía o seu risco de stress em 23%.

Apesar de demonstrar que basta um consumo diário moderado de fruta e vegetais para ter níveis mais baixos de stress psicológico, o estudo realizado pela Universidade de Sidney destaca ainda que por cada vegetal ou fruta extra que adiciona ao seu prato, reduz os níveis de stress em 5%.

Segundo reporta o Hindustan Times, para este estudo a equipa de investigadores analisou mais de 60 mil australianos com 45 ou mais anos de idade e mediu o seu consumo de fruta e vegetais, bem como fatores de estilo de vida e stress psicológico (onde se teve também em conta a ansiedade e a depressão) entre 2006 e 2008 e em 2010.

As conclusões deste estudo surgem pouco depois de um outro estudo ter sugerido que comer dez porções de fruta e vegetais por dia ajuda a viver mais e melhor.

Informação retirada daqui

terça-feira, 7 de março de 2017

Biografia de D.Tomás de Melo Breyner

Médico de D. Carlos I e 4.º conde de Mafra.

Nasceu em Lisboa, em 2 de Setembro de 1866; 
morreu na mesma cidade em 24 de Outubro de 1933.

Filho segundo dos 2.os condes de Mafra, e irmão mais novo do 3.º conde, Francisco de Melo Breyner, que morreu em 1922, foi 4.º conde por autorização de D. Manuel II no exílio. 

O pai tinha sido comandante do batalhão de caçadores 5, de que os reis de Portugal desde D. Pedro IV eram comandantes honorários, sendo no Castelo de S. Jorge, quartel do batalhão, que Tomás de Melo Breyner nasceu. Estudou no Colégio Académico Lisbonense, tendo frequentado a Escola Politécnica e posteriormente a Escola Médico-Cirúrgica de  Lisboa, no Campo de Santana, tendo sido interno dos hospitais nos últimos anos do curso.

Especializou-se em França, tendo concorrido em 1893 a médico do hospital de S. José, ano em que foi nomeado médico da real câmara por D. Carlos I.  Nestas funções acompanhou a rainha D. Amélia a Paris em 1894, e a rainha viúva D. Maria Pia a Itália em 1901. 

Em 1897 foi como secretário do Dr. Sousa Martins ao Congresso sobre peste bubónica que se realizou em Veneza. Em 1903 representou Portugal no Congresso Internacional de Medicina de Madrid, em em 1905 no realizado em Paris. Em 1906 o Congresso reuniu-se em Lisboa e D. Tomás de Melo Breyner foi eleito secretário da comissão executiva.

Foi deputado na legislatura de 1906-1907, e director de serviço clínico nos Hospitais Civis de Lisboa.

Casou em 1894 com Sofia Burnay, filha mais nova dos 1.os condes de Burnay, tendo tido nove filhos.


Fontes: 
Enciclopédia Portuguesa e Brasileira;

segunda-feira, 6 de março de 2017

Powerpoint sobre Primeiros Socorros - Suporte Básico de Vida


Biografia de Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro

n.      7 de novembro de 1849.
f.       1 de agosto de 1907.

Doutor em direito pela Universidade de Coimbra, sócio efectivo da Academia Real das Ciências, ministro de Estado, deputado, par do Reino, chefe do Partido Regenerador, etc.

Nasceu em Ponta Delgada a 7 de novembro de 1819, faleceu em Lisboa a 1 de agosto de 1907. Era filho de Manuel José Ribeiro. Matriculou-se na universidade, e depois dum curso dos mais brilhantes, em que recebeu vários prémios, doutorou-se em 14 de julho de 1872. Pouco depois abriu banca de advogado na terra da sua naturalidade, onde exerceu esta profissão até 1877, ano em que partiu para Lisboa, dedicando-se também à advocacia. Entrando na política, filiou-se no Partido Regenerador, cujo chefe era então Fontes Pereira de Melo, e foi pela primeira vez deputado em 1878, eleito pelo círculo da Ribeira Grande, prestando juramento na sessão de 24 de janeiro de 1879. O discurso que proferiu na câmara, defendendo a sua eleição, afirmou brilhantemente os dotes e qualidades de orador, que tão alto lugar lhe deviam dar entre os mais distintos parlamentares do seu tempo. Versando todas as questões com um tino raro, analisando todos os assuntos com notável proficiência, Fontes Pereira de Melo começou a distingui-lo, confiando-lhe importantes comissões parlamentares de que se desempenhou com o maior critério e inteligência. Caindo o ministério regenerador e subindo ao poder o partido da fusão (históricos e reformistas) presidido por Anselmo Braamcamp, foi novamente deputado, pela oposição, continuando a afirmar na câmara os seus brilhantes dotes de polemista. Apresentou diferentes projectos de lei, relativamente ao distrito de Ponta Delgada.

Os seus triunfos parlamentares e a ponderação com que apreciava as questões que se debatiam, o indicaram para o governo do país, e no ano de 1881, tendo caído o gabinete progressista em seguida aos acontecimentos produzidos pelo tratado de Lourenço Marques, foi chamado ao poder o partido regenerador, e sendo António Rodrigues Sampaio encarregado de organizar ministério, convidou Hintze Ribeiro para gerir a pasta das obras públicas, para que foi nomeado em 21 de março desse ano; por motivo da saída do ministério o conselheiro Miguel Dantas, dirigiu interinamente a pasta dos estrangeiros, desde 29 de abril seguinte, de que foi exonerado em 14 de novembro do mesmo ano, sendo nesta mesma data nomeado outra vez ministro das obras públicas, no gabinete, também regenerador, que se organizou sob a presidência de Fontes Pereira de Melo, de que teve a exoneração em 21 de dezembro seguinte. Na sua gerência das obras públicas apresentou em Cortes diversas propostas de lei, de verdadeira utilidade, entre as quais se contam: a aprovação do contrato provisório com a casa Henry Burnay & C.ª, em 7 de maio de 1881, para a construção e exploração duma linha férrea de Lisboa a Sintra e a Torres Vedras; autorização do governo a contratar directamente, e sem dependência de concurso, o lançamento de qualquer linha telegráfica submarina, que partindo do continente de Portugal ou da ilha da Madeira, e dirigindo-se à América, ou a qualquer ponto do globo tocasse em alguma ou em algumas ilhas dos Açores; a criação de mais três lentes no Instituto Agrícola de Lisboa; a aprovação do plano da organização do serviço florestal; a aprovação do plano da organização do curso de comércio do Instituto Industrial de Lisboa; autorização para o governo executar no espaço de cinco anos, as obras necessárias para o alumiamento e balizagem dos portos e costas marítimas do continente do reino e ilhas adjacentes, etc. 

Foi ministro dos estrangeiros interino em 21 de maio e 1 de setembro de 1883, respectivamente exonerado em 31 de maio e 25 de setembro do mesmo ano. Transferido para a pasta da fazenda em 24 de outubro de 1883, e exonerado em 20 de fevereiro de 1886; dirigiu interinamente a pasta das obras públicas desde 24 de outubro de 1883 até 3 de dezembro do mesmo ano. A sua passagem pelo ministério da Fazenda foi assinalada com a remodelação fazendária e a organização dos serviços aduaneiros, há muito tempo reclamados pela opinião. Por carta régia de 1 de janeiro de 1886 foi nomeado par do Reino, prestando juramento e tomando posse na respectiva câmara na sessão de 15 desse mês. Na câmara alta sustentou se sempre desassombradamente na oposição, sendo um dos adversários mais terríveis do Partido Progressista. Tendo falecido Fontes Pereira de Mello em Janeiro de 1887, o Partido Regenerador escolheu para seu chefe o conselheiro António de Serpa Pimentel, e no ministério constituído em Fevereiro de 1890, sob a sua presidência, entrou Hintze Ribeiro para a pasta dos estrangeiros, então bem difícil de dirigir, por causa do conflito anglo-português, do ultimato da Inglaterra de 11 do mês de janeiro antecedente, doloroso sucesso que obrigara a pedir a demissão o ministério progressista, que então estava no poder, presidido pelo conselheiro José Luciano de Castro. Esta mesma questão diplomática fez também cair em Agosto o ministério regenerador, constituído em Fevereiro, assim como o ministério apartidarismo presidido pelo general João Crisóstomo de Abreu e Sousa, que se organizou em Junho de 1891, depois de grandes dificuldades, e da queda de outros gabinetes, que se não puderam sustentar. 

Em 18 de dezembro de 1891 foi Hintze Ribeiro nomeado conselheiro de Estado efectivo, pela vaga deixada pelo antigo estadista Carlos Bento da Silva, falecido nesse ano. Em 1893, António de Serpa Pimentel, sentindo-se doente e cansado, conhecendo a preponderância que Hintze Ribeiro tinha já no partido regenerador e a sua grande ascendência sobre os seus correligionários, declinou o convite para formar ministério, e indicou o grande estadista para presidente do conselho Neste ministério, que se organizou em março do referido ano de 1893, além da presidência, encarregou se também da pasta dos estrangeiros, conservando-se no poder até 17 de fevereiro de 1897. Neste gabinete também geriu a pasta da fazenda desde 20 de dezembro de 1893 até 7 de fevereiro de 1897; voltando interinamente à dos estrangeiros, em 10 de setembro de 1895, de que foi exonerado em 20 de setembro de 1896. Falecendo em março de 1900 António de Serpa Pimentel, assumiu a chefia do Partido Regenerador o conselheiro Hintze Ribeiro, isto é, reconhecido oficialmente nessa qualidade, pois que a sua chefatura era já um facto. Nesse ano de 1900 teve o encargo de organizar o ministério, a que presidiu, tendo também a pasta dó reino, sendo exonerado em 1904. Novamente foi encarregado de constituir gabinete, em abril de 1906, sendo o presidente do conselho e ministro do Reino. Este ministério teve curta duração, conservando-se apenas cinquenta e sete dias. Apresentou ao parlamento a lei que resolvia a questão dos tabacos, questão que motivara a queda do ministério progressista e a cisão dada nesse partido, donde se formou o grupo dos dissidentes. Dois factos se deram então, que lhe causaram enorme desgosto; foi a insubordinação, em 8 de abril, da guarnição do cruzador D. Carlos, ancorado no Tejo, e a do dia 13 da guarnição do couraçado Vasco da Gama, factos da maior gravidade ocorridos a bordo dos mais poderosos navios da nossa marinha de guerra, que pôs em sobressalto a população de Lisboa, e teve dolorosas consequências, promovendo violentos ataques contra Hintze Ribeiro de toda a imprensa, tanto republicana como monárquica; o outro facto, foi depois das eleições, efectuadas a 29 de abril, com cujo resultado sofreu um grande choque, a manifestação que na noite de 4 de maio se deu na estação do Rossio à chegada do dr. Bernardino Machado, em que se deram lamentáveis acontecimentos que obrigaram a policia a intervir violentamente. As medidas rigorosas que então tomou contra os revoltosos, que foram muito mal recebidas, e a carta que o rei D. Carlos lhe escreveu sobre esse assunto, e negando-lhe o adiamento das Cortes, que ele solicitara, o desanimaram completamente, e vendo-se sem forças para reagir, apresentou a demissão do ministério, sendo então encarregado de organizar novo gabinete o conselheiro João Franco. 

Hintze Ribeiro era um dos vultos mais prestigiosos da política portuguesa, apreciado no país e no estrangeiro, onde recebeu as mais cativantes provas de estima e simpatia, numa viagem que já havia empreendido a algumas das primeiras capitais da, Europa, para descansar e tratar da sua saúde abalada pelo excesso de trabalho. Depois de deixar o poder pela última vez, sentiu-se bastante doente, e entrando em convalescença, fez uma viagem ao estrangeiro para se distrair, mas a ferida que recebera no seu amor-próprio de homem político, fora tão profunda que nunca cicatrizou. Regressando, ainda tomou parte nos debates parlamentares, atacando a orientação política do seu sucessor, mas a vida já se lhe ia extinguindo. Tendo falecido o conde de Casal Ribeiro, que era seu amigo íntimo, quis, apesar do seu melindroso estado de saúde, acompanhá-lo ao cemitério do Alto de S. João. Foi, mas pouco depois do cadáver ter entrado no jazigo, Hintze Ribeiro caiu fulminado ao encaminhar-se para a porta do cemitério. A imprensa política de todos os partidos, até mesmo os que lhe eram mais adversos, lhe prestaram as maiores homenagens, publicando saudosos artigos em frases sentimentais, lastimando tão grande perda para a política portuguesa. Hintze Ribeiro possuía as mais altas distinções, e entre elas o Tosão de Ouro e as grã-cruzes da Torre e Espada, da Legião de Honra, e da ordem dos Serafins. 

Escreveu: 
A teoria e legislação do recambio, 1870; Os fideicomissos no direito civil moderno (comentário aos artigos 1866 a 1874 do Código Civil Português), 1812; O caso julgado, em face do direito português e da filosofia do direito, 1872; A reforma da legislação comercial, 1877; A questão Salamanca, 1882; Reorganização dos serviços das alfândegas, 1885; A questão da fazenda, 1888; Questões parlamentares, 1888. Responsabilidades na questão de fazenda, discurso proferido na Câmara dos pares do reino nas sessões de 31 de maio e 1 de junho de 1888. O regíme da divida portuguesa, discurso proferido na mesma câmara nas sessões de 23 e 25 de abril de 1898. Entre outras biografias de Hintze Ribeiro indicaremos a que foi escrita em inglês pelo sr. Simões Ratola.

Informação retirada daqui

quarta-feira, 1 de março de 2017

O que nunca deve fazer quando está com prisão de ventre


A obstipação é um problema intestinal frequente, sendo mais comum entre as mulheres. A dificuldade em defecar pode surgir pelos mais variados motivos, mas jamais deve ser desvalorizada, especialmente quando se prolonga por vários dias.

A médica gastroenterologista Lee Ann Chen revela que “a obstipação severa não só é muito desconfortável, como pode também bloquear o cólon, o que pode implicar tratamentos mais invasivos do que apenas os laxantes”. E por falar em laxantes, quantos mais se tomar, maior é a probabilidade de agravar a prisão de ventre.

À revista Women’s Health, a especialista uniu-se a outros médicos para revelar tudo aquilo que as pessoas jamais devem fazer quando estão com prisão de ventre e um dos primeiros alertas diz respeito à alimentação. Diz o corpo clínico contactado pela revista que nestas alturas deve-se evitar ao máximo o consumo de alimentos processados, não só pode serem pobres em fibra, mas também por possuírem poucos nutrientes e muita gordura, sal e açúcar.

O consumo de álcool e cafeína é também de evitar, pois não só provocam desidratação, como também inibem a hormona anti-diurética, fazendo com que a dificuldade em defecar dê origem a uma vontade constante em urinar. E quando mais líquidos se perdem, mais agressivos serão os sintomas de prisão de ventre. De acordo com a publicação, o consumo de lacticínios deve ser igualmente enviado, mesmo quando não existe uma intolerância à lactose.

A prática de exercício físico é fundamental e, por isso, as pessoas jamais devem escapar ao treino quando estão com prisão de ventre, uma vez que precisam de uma maior fluidez da corrente sanguínea e um melhor funcionamento do Organismo.

Joann Kwah, professor assistente no Centro Médico de Montefiore, nos Estados Unidos, diz ainda que os suplementos de ferro e cálcio devem ser evitados perante episódios de prisão de ventre, uma vez que podem agravar ainda mais a situação.

Informação retirada daqui

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Pequenos problemas de pele aos quais deve prestar muita atenção


Há pequenos problemas de pele que não passam disso mesmo, de pequenas complicações que acabam por desaparecer com o tempo. Mas existem também pequenos problemas de pele que, embora pareçam inofensivos, podem ser o indício de um problema mais grave.

É o que acontece com aquela borbulha com pus que não desaparece, nem mesmo quando é apertada vezes sem fim durante semanas. De acordo com a revista Prevention, estas ‘espinhas eternas’ podem ser, na verdade, um tipo de cancro de pele (o carcinoma) e aparecer em qualquer parte do corpo.

Ter os lábios gretados por mais de quatro semanas – e sem sinal de melhorias a curto prazo – pode ser também um sinal de cancro da pele, mais concretamente, de queilite actínica, uma lesão pré-maligna causada pela exposição solar. Também pré-maligna é a queratose actínica, uma doença causada pela ‘secura eterna’ da pele e que pode dar origem a manchas e pequenas lesões escamosas. A exposição solar é também uma causa.

E aquela zona do pescoço mais escura que até parece sujidade? Parece não ser nada de mais, mas pode ser um sinal de acantose nigricans, uma condição que afeta a pigmentação e que pode estar relacionada com a resistência à insulina ou à diabetes tipo 2.

A queda inesperada de pelos nas sobrancelhas e nas pestanas pode ser um indício de problemas de tiroide, enquanto as manchas escuras nas unhas que não desaparecem e não deixam a unha crescer podem indicar o crescimento e agravamento do hematoma, diz a publicação.

Informação retirada daqui

sábado, 25 de fevereiro de 2017

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Vídeo sobre Socorrismo

domingo, 19 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Remoção da Maca Pluma

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

domingo, 5 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Lição 4 - Desmaio

domingo, 29 de janeiro de 2017

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

domingo, 15 de janeiro de 2017

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

sábado, 7 de janeiro de 2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

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